Cuidado, não deixe o ERP perder a funcionalidade!

Cuidado, não deixe o ERP perder a funcionalidade!Desde que as empresas começaram a investir em tecnologia, tornou-se fundamental possuir um sistema informatizado capaz de integrar todo o plano corporativo de uma organização. É muito comum encontrar sistemas para funções específicas, como gestão de contabilidade, recursos humanos, fiscalização, estoque e emissão de notas fiscais. Assim, até alguns anos atrás, uma empresa precisava instalar vários softwares para controlar todo o complexo operacional e administrativo. Essa dispersão de aplicativos foi solucionada com o desenvolvimento de um tipo de software capaz de integrar a maioria (ou todos) os departamentos da empresa em um único ambiente. Tal software, hoje muito importante para as empresas, recebeu o nome de ERPEnterprise Resource Planning. No Brasil, esse software ficou conhecido como “Sistema Integrado de Gestão Empresarial“, embora muitas empresas ainda optem por utilizar o termo inglês “ERP”.

O surgimento do ERP incentivou a criação de um novo departamento dentro das empresas: a equipe de desenvolvimento de sistemas. Neste novo ambiente, as empresas contratam programadores para trabalhar internamente na elaboração de um software para atender toda a regra de negócio. O objetivo é desenvolver um sistema de informação totalmente modelado à estrutura da empresa. Por outro lado, existem também empresas que preferem implantar um sistema terceirizado, ou seja, desenvolvido por uma empresa de software especializada.


Por quê um sistema ERP deve ser mantido por uma equipe de desenvolvedores?
Como um ERP integra todos os setores de uma empresa, é muito frequente a necessidade de alteração ou atualização de alguns módulos
 relacionados aos processos operacionais e administrativos. Por exemplo, há alguns anos o governo iniciou a implantação da Nota Fiscal Eletrônica e determinou um prazo para que todas as empresas obrigatoriamente a implantassem em sua gestão. E aconteceu o que estava previsto: muitos ERPs foram submetidos a alterações para obter suporte para a emissão de Notas Fiscais Eletrônicas. Poucos anos depois, o governo implantou a versão 2.0 da Nota Fiscal Eletrônica, e mais uma vez os ERPs sofreram alterações. São nestes casos que a equipe de desenvolvimento entra em atividade para atualizar o sistema de forma consistente e funcional.

Mas este foi só um exemplo. Na prática os sistemas ERP passam por várias alterações constantemente. Dependendo do escopo do sistema, podem surgir alterações relacionadas a setores tributários, relatórios, leis governamentais, parcerias e novas integrações, além de aspectos técnicos, como a utilização de novas tecnologias, sistemas operacionais e a integração com a web.
Na verdade, é dentro desse ambiente de constantes mudanças que comumente encontramos casos em que um ERP perde a funcionalidade.


Perde a funcionalidade? Como assim?
Imagine que você possua um aparelho celular, daqueles antigos com tecnologia CDMA. Com o passar do tempo, surgem novas tecnologias como o 4G, Bluetooth, GPS e acesso à Internet. Então você começa a notar que o seu antigo celular já não tem mais condições de operar nesse novo ambiente. O mesmo acontece com um sistema ERP: se ele deixar de ser atualizado, vai ser tornando cada vez menos funcional dentro da empresa. Um ERP deve estar pronto para oferecer informações com precisão e pontualidade acompanhado das condições variáveis do mercado externo, senão ele não será funcional. Em outras palavras, a partir do momento que um sistema não consegue mais atender os requisitos de uma empresa, pode-se dizer que ele se torna “defasado”. Na Engenharia de Softwares, especialistas dizem que um software não se desgasta como um hardware, mas se deteriora com o tempo.


E então ele não servirá pra mais nada?
Serve, claro, mas algumas funções não poderão mais ser processadas através dele. Dessa forma, será preciso instalar outro sistema para cobrir essa parte em falta. Assim, a empresa aos poucos voltará ao tempo em que era preciso um software para cada função interna. Resultado: a empresa começa a gastar demais para manter vários sistemas instalados, além de lidar com suportes técnicos.

Se um ERP perde a funcionalidade, ele é substituído – e essa substituição ocorre com muita frequência, principalmente por falta de recursos, suporte técnico ou atraso nas atualizações. Portanto, procure conscientizar a equipe de desenvolvimento para manter o sistema sempre atualizado. Mesmo que o usuário (ou cliente) não tenha solicitado alterações, teste o sistema por algum tempo e procure meios para aperfeiçoar a usabilidade, aprimorar o desempenho ou integrá-lo a novas tecnologias utilizadas pelo usuário. Isso é muito importante para o reconhecimento da equipe por trás do software, além de proporcionar segurança aos usuários.

Obrigado novamente pela visita!
Até breve!


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