Descanse em paz, disquete

Descanse em paz, disqueteDois anos atrás, em maio de 2010, a empresa Sony oficialmente anunciou a morte dos disquetes ao declarar o fim da produção desses dispositivos, principalmente pela falta de demanda no mercado causada pelos DVDs e pendrives. Na década de 80, a Sony foi a pioneira na criação dos disquetes, que rapidamente se tornaram bem populares por suas notórias capacidades de armazenamento e portabilidade. É claro, isso na década de 80, rsrs!

 

Quem é da época do disquete pode dizer o quanto ele era utilizado. Programas de computador, jogos, documentos e músicas geralmente eram transferidos através deles, que muitas vezes era necessário várias unidades para caber o arquivo. Para quem não teve a oportunidade de conhecê-lo, aqui vai uma informação: os disquetes, também conhecidos como Floppy Discs, possuíam uma impressionante capacidade de 1,44 Megabytes! Incrível, haha!

Na verdade, antigamente os documentos eram menores e muitos arquivos de mídia digital eram raramente encontrados, como vídeos ou músicas. Eu me lembro que para passar uma música de apenas 4 Megabytes de um computador para o outro era necessário 3 disquetes, e na maioria das vezes não funcionava muito bem. Por exemplo, se um mesmo arquivo estivesse dividido em 5 disquetes e o terceiro deles apresentasse problemas na leitura, o arquivo não poderia ser lido.

Os disquetes, apesar de popularmente utilizados, contavam com um grande problema: eram muito frágeis e vulneráveis. Pesquisas indicam que em uma média de 10 disquetes, 7 funcionavam perfeitamente. Desses 7, alguns apresentavam problemas já em sua terceira ou quarta utilização. Isso levou os usuários a utilizarem mais de um disquete para gravar as informações. Eu, por exemplo, sempre procurei manter o hábito de copiar o mesmo arquivo para 3 disquetes diferentes. E por infelicidade do destino, algumas vezes nenhum dos três funcionava! E pior, eram as horas em que eu mais precisava deles, haha!

Driver para leitura de disquetesAinda que muitos úteis, os disquetes eram campeões em trazer dores de cabeça! Muitos devem se lembrar da famosa frase do Windows: “Esse disco não está formatado. Deseja formatá-lo agora?” – que deixava qualquer um de cabelo em pé! Eu andava horas até a casa de um amigo só pra mostrar um documento ou uma foto gravada no disquete, e quando chegava lá… surpresa! A infeliz mensagem de que o Windows não conseguiu ler o dispositivo aparecia na tela! Eita, rapaz…

Mesmo assim, os disquetes ainda contavam com algumas vantagens. Uma delas é a presença de uma trava na parte de baixo do dispositivo para controlar o acesso ao conteúdo, permitindo a gravação ou somente a leitura dos dados. Os disquetes também eram flexíveis, e possuíam uma carcaça que protegia o disco contra arranhões e sujeiras, como se fosse uma embalagem de CD ou DVD. Além disso, a maioria das empresas de placa-mãe exigiam que a atualização da BIOS fosse feita através de disquetes, carregados com os arquivos necessários. E pode-se dizer: até há alguns anos existiam programas que exportavam arquivos somente para disquetes, exigindo que empresas ainda ficassem dependentes desses dispositivos.

E sabe o que é mais interessante? Na maioria dos programas encontrados atualmente, o ícone para salvar o documento é a imagem de um disquete! Não sei se essa tradição vai continuar, mas até o momento o disquete continua sendo a imagem universal utilizada para salvar um trabalho.

Icone para opção de salvar no Microsoft Office

 

Uma caixa de disquetes custava em torno de 10,00 a 15,00, e vinha com etiquetas adesivas para colar na superfície de cada um deles. Assim era fácil identificar o conteúdo do disquete escrevendo o assunto na etiqueta. Mesmo que na caixa estivesse escrito “Formatados”, muitos tinham o hábito de formatar todos eles novamente antes de começar a utilizá-los, como eu, rsrs. E para não falar que ele foi definitivamente morto, ainda é possível encontrar alguns “apetrechos” feitos com disquetes, como porta-lápis, cadernetas e molduras:

Sacola feita com disquetes

Porta-lápis feito com disquetes

Bloco de notas feito com disquetes

Só para efeito de curiosidade, segue abaixo a proporção da quantidade de disquetes utilizados em comparação com os dispositivos de armazenamento atuais:
CD (700 MB): 485 disquetes
DVD (4,7 GB): 3.340 disquetes
Blu-ray (25 GB): 17.778 disquetes
HD de 80GB: 56.888 disquetes

Ah, até que não é tanta diferença assim… rsrs!
Agora, refletindo, será que no futuro falaremos assim do pendrive?

 

Até a próxima, pessoal!


 

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