Google projeta automóvel “autodirigível”

Tudo começou com o avanço dos recursos de mapas online. Depois de desenvolverem o Google Maps, a Google apresentou o Street View – um serviço que permite o internauta “andar” pelas ruas de uma cidade através do navegador, como se ele realmente estivesse no local. A novidade foi divulgada nos Estados Unidos, e logo se expandiu pelas cidades da Europa, Japão e recentemente, na América do Sul. No Brasil, o Street View já está disponível nas principais capitais, e aos poucos novas cidades serão adicionadas.

Ao contrário do que muitos pensam, as imagens do Street View não são em tempo real. Elas foram tiradas por um carro especial da Google e então combinadas para formar uma imagem panorâmica de cada local. Este carro da Google possui várias câmeras fotográficas, e são guiadas por dois funcionários da empresa.

Carro do Google StreetView
Carro da Google utilizado para fotografar locais

O problema é que o trabalho de dirigir um carro do Street View é um serviço exaustivo, além do risco de acidentes e multas de trânsito. Para viabilizar uma solução, alguns engenheiros da Google pensaram em automatizar esse processo e dar início ao projeto de um automóvel que fosse capaz de se “autodirigir”. O objetivo desse projeto logo se tornou em algo mais amplo, na intenção de melhorar as situações atuais de trânsito e contribuir para a sociedade – como prevenir acidentes e evitar o cansaço ao dirigir por muito tempo.

A Google entrou em contato com vários engenheiros automobilísticos e profissionais que já trabalharam no Darpa – um evento de carros autodirigíveis financiado pelo governo. Com o apoio necessário, a empresa desenvolveu o primeiro carro sem motorista, que já está em fase de testes. Em outubro de 2010, o carro saiu da sede da empresa, em Montain View, e seguiu até o outro escritório da Google, em Santa Monica. No trajeto, o automóvel passou pela ponte Golden Gate e transitou pelas ruas de San Francisco. Por estar em fases experimentais, o carro autodirigível foi acompanhado por dois funcionários: um para respaldo de falhas caso fosse necessário assumir o controle, e o outro para monitorar o software de localização, que utiliza a tecnologia GPS.

Deixe-me adivinhar: provavelmente você deve estar se perguntando como esse automóvel consegue fazer o trajeto sem colidir com outros carros, avançar semáforos fechados e atropelar pedestres, não é?

Eis que o carro sem motorista da Google utiliza um sistema de câmeras montada no capô, sensores de radar, telêmetros a laser e lógico, mapas integrados em tempo real. A combinação de todas essas tecnologias faz com que o carro “sinta” objetos ao redor e mantenha a distância necessária para que não haja colisões. Apesar do avanço do projeto, os engenheiros ainda estão lidando com outras variáveis (como clima, condições das ruas e verificação automática de combustível, por exemplo) e, portanto, ainda não há previsão para apresentação ao público.

Na Alemanha, a Universidade Livre de Berlim está trabalhando em um projeto similar, chamado MIG. Esse projeto consiste em um carro bem parecido com o BatMóvel: localiza o passageiro e vai até o local para buscá-lo! Os passageiros enviam um sinal ao veículo por um dispositivo móvel, que através do GPS indicam a localização da pessoa. Desenvolvido com uma tecnologia de imagens tridimensionais das ruas, o MIG pode determinar a melhor rota e ainda prever quanto tempo levará para chegar ao local. Parece coisa de cinema mesmo, não?

Sem dúvidas, os carros autodirigíveis contribuirão para uma nova geração automobilística envolvendo a tecnologia. Os projetos ainda podem estar em fases experimentais e demorar para tornarem-se uma realidade, mas é interessante saber que existem pessoas trabalhando nisso. E você, está preparado para andar em um carro automático?

Até a próxima, pessoal!


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